Rumo à Itália!

Rumo à Itália

Depois de todas as certidões. Caminho ao aeroporto.

Eu, meu marido e as crianças. Que ainda não tive a oportunidade de apresentar! Tenho o Lorenzo de 5 anos e o Domenico 2 anos. No dia da viagem ele não tinha 2 anos ainda. Nós e 8 malas. Cada uma de 32 kg sendo então 256 kg entre roupas, brinquedos, travesseiro, edredom, papagaio e cachorro. Tudo dentro das malas. Que foram pesadas, e abertas pelo menos 10 vezes cada. Assim que fechava. E pesava uma nova surpresa. Quem vai, precisa ter uma balança digital para pesar as malas. Pode comprar no chines que vale a pena ter. Não tem jeito e não dá pra pagar excesso de peso no aeroporto. Que fica muito alto o valor. Na semana da viagem, despedimos de todos. Para que não houvesse choro de despedida. E as crianças ficassem com essa imagem na mente. Já que o desgaste, já estava com a arrumação das malas.

Alugamos um carro grande, pra ir todos e as 8 malas. Se arrependimento matasse. Estaria morta… Não levaria metade do que levei.Já no aeroporto, entregamos o carro. Um ônibus leva até o terminal. O motorista da locadora, bem gentil e animador disse: O senhor! Posso te ajudar até aquela porta só. Depois vai ter q se virar. Imagine! 8 malas, dois adultos, duas crianças, travesseiros, mochilas. Colocamos em 3 carrinhos. As crianças em cima das malas e eu empurrando. Ou outros dois carrinhos, meu marido levando. Caia e parava tudo. Colocávamos de volta. E assim foi até o balcão do check-in. Depois de meia hora chegamos. Já está sem força a ali. As crianças já enjoadas, com sono com tudo. Nas mochilas, leite em pó, já separado pra 5 mamadeiras. Chupeta (extras). Brinquedos, dinossauros, quebra cabeça. Tudo para uma possível distração. Check-in feito. Despachamos as 8 malas. Ufa… Q alívio.

Mas sabia que ainda faltaria mais ou menos 18 horas até Veneza. Considerando o embarque internacional de 3 a 4 horas antes do voo. Seriam 12 horas de São Paulo a Roma, com um espaço de 2 horas até a próxima conexão e mais uma hora de voo até Veneza. Ah!? E não podia esquecer do carrinho do Domenico. Que estava amontoado em cima das malas até o check-in! Ficamos com duas mochilas, o carrinho dele. E cada um com seu inseparável travesseiro. Entra na imigração. Com tudo solto no fundo do carrinho. Lá tinha 547 dinossauros, mais 589 carrinhos, a mamadeira, mais batatinha, e água. Exageros e brincadeiras à parte de tantos carrinhos e dinossauros. O Domenico bem amarrado para que não sumisse. Chegamos ao o raio x. E logo veio a indagação: -A senhora pode dobrar o carrinho? E passar com o nenê no colo? Bom, nessa hora, penso que mudei de cor. Parei o carrinho, abri uma das mochilas e não parava de sair coisas de lá. Tirei o Domenico e passei, enquanto meu marido e Lorenzo do outro lado… Pegando tudo que já havia passado. E tivemos que tirar o tablete da mochila também.

Chegada ao saguão, duas horas de espera , até o embarque. E não queria deixar dormir, para que dormissem no avião. Até que foi fácil distrair e andar pelo saguão ida e volta 20 vezes, todas as lojas, banheiros visitamos.

Escutei a frse que esperava –Atenção senhores passageiros do voo tal com destino a Roma, o embarque vai dar início em 5 minutos. Nessa hora, não sabia se era embarque, ou black friday. Todos correram pra frente do balcão. Pensei, sera que tem alguma necessidade, se todos vão para o mesmo lugar e o avião vai esperar com que todos entrem e se acomodem. Mas enfim, a moça da companhia aérea, nos chamou, passei na frente do alvoroço e entrei. Criança de colo, pessoas de idade, gestantes, e com deficiência tem prioridade e assim se cumpriu a lei.

Bom nem preciso contar exatamente a viagem, você já deve desconfiar, que foram 12 horas sem dormir, o Domenico visitou todas as poltronas, todos os banheiros e a galley do avião(a cozinha). E as comissárias que são da Alitaia, vem ao Brasil e não falam a língua portuguesa, pelo menos nesse voo. Ou Italiano ou Inglês.

Antes de pensar em sair daqui aprenda a língua, vários cursos on line que ajudam você, em sair de casa e aprende quando tem tempo e no seu tempo. Porque a dificuldade já começou no avião.

Foi as 12 horas da minha vida mais tensas que tive, em 45 anos de existência neste planeta. Cada passageiro olhando ora com dó ora com ódio mortal de cada choro do seu filho de cansaço não foi fácil. Tudo que eu levei, não adiantou, dinossauro, carrinho. Só o tablete que chegou uma hora acabou bateria e o avião não tinha carregador. Pra ajudar. Chegada em Roma. LEVEM CARRINHO se tem criança pequena. É longe até a imigração e depois até a outra conexão, caso a tenha. Depois dessa longa caminhada, os quatro cansados, às 5 da manhã em Roma, mas com 5 horas de fuso a mais. Imaginem isso e sem dormir a viagem toda. Na imigração, de longe uma moça simpática com um sorriso. Nos deu um Buongiorno, tão aconchegante depois de tudo e abriu uma passagem secreta, longe daquela fila kilométrica, por estarmos com carrinho e criança que seria de colo. Na imigração, um singelo Buongiorno entre os dentes do agente federal. Meu deus, o que viria depois disso? Esperava ja essa pergunta .O que estão fazendo na Itália? Meu marido disse, estamos a turismo. Olhou o sobrenome italiano e mudou toda forma de tratar. E sorriu e foi conversando. E carimbando os passaportes e eu chacoalhando o carrinho. E Assim saímos para a próxima conexão. Foi bem tranquilo na imigração. Não sei se por ser família, ou o sobrenome, mas correu tudo bem. Nao se assustem, mantenham a calma. Que não tem porque negar a entrada no País. Se estiver com seguro viagem, dinheiro, lugar pra ficar e tudo que pedem, claro! Não pediu pra nós, mas estavamos com tudo certo.

Roma até Veneza, seria 1 hora de voo. Todas conexões que peguei em Roma, eram remotas, ou seja, vai de ônibus até o outro avião. Outra black friday, correram e entraram. Chovendo e um vento que quase te carregava. Lá no pátio onde estava o outro avião. Uma escada, vento e chuva. Capuz nas crianças, mochila nas costas. Todos desceram, o motorista olhando bem feio.Que deveria ter outros embarques. Mas não tinha jeito, não colocaria meus filhos na chuva para ele ir embora livre, leve e solto. Despacha o carrinho na porta da escada e pegaria lá em Veneza. E assim entramos, e não vi a decolagem, nós dormimos. Aliás não dormimos, nos desconectamos do mundo por 1 hora. Quando acordamos já tinha pousado. Pra descer, muita chuva, quando saímos. Veneza já é “de baixo” da água. Estava muito mais. Enfim, em Veneza. Descemos sem fazer idéia de como estava lá fora. Tempestades, pessoas que morreram, acidentes, falta de energia.

Mas Veneza!!!! Lá estamos!!

Clique na imagem, que vai te encaminhar para um video bem legal, da imigração!!! E as possiveis perguntas!!

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