A volta , para as retificações!

Decisão tomada

Estava me sentindo assim! Eu e as crianças! Só que não se tratava de um barquinho e sim dois voos, saindo de Veneza até São Paulo.

Iria voltar com as crianças e meu marido ficaria. Arrumei as malas, me enchi de coragem, mas muita coragem. Foram 6 malas dessa vez e o carrinho do Domenico. Todas as certidões comigo.

E chegada a hora. No aeroporto, check in lotado. No embarque, uma angústia, lágrimas e olhei pro meu marido e disse — Não vou dar conta. O que eu faço? O voo, conexão, malas, crianças?  Pensando na 1.º experiência.  Ele disse — Vai que você é a única que vai conseguir isso agora e vai dar tudo certo. Engoli o choro e fui. Pensamento positivo e mais 16 horas estaria no Brasil. Se tem coisas que não tem dia, nem hora pra acabar, essa viagem teria hora certa pra acabar. E já tinha conhecimento do que me esperava. Na mochila dramim, mamadeiras, tablets, chupetas, travesseiros. E uma conversa bem séria com as crianças, para que me ajudassem. E sem falar a conversa mais seria ainda com Deus. Que me desse equilíbrio com toda essa situação.

 E fui, não vou dizer que foi tão ruim, talvez porque o pior eu já tinha passado. Foi tudo bem. O Domenico subiu nas poltronas, chorou, os passageiros todos olhando. Que ele fazia na hora do sono das pessoas! Mas o que fazer com uma criança de 2 anos? Não fiz nada. Deixava acalmar.

Mas chega a ser cômico pra não dizer trágico. Os olhares de julgamento, são impressionantes. As pessoas esquecem que tiveram filhos, que são pais, que são avós, ou até mesmo, o que é mais obvio, que um dia foram crianças. Aliás todos, até você que está lendo.

Alguns olhavam e pensavam.” Não tem educação”, outros ” Ah! se fosse meu, daria uma surra!” , outros “Coitada da mãe” Mas cada um, no seu paradigma. Do que acha certo. 

Quando ele dormiu de exaustão. Fiz uma caminha no chão. Se você é mãe, ou ate mesmo quer um assento melhor, use esse site:

https://www.seatguru.com

Se for pela Alitalia, fileiras 18 dependendo do avião. Sendo um Boing 770-200 Tem mais espaço. Lá coloquei ele deitado, com seu travesseiro, bem quentinho e fofinho. Não bastava, aqueles 15 minutos que ele estava acomodado e dormindo. A comissária super, hiper, aliás, mega educada diz -Você não pode deixar ele no chão. Em italiano, claro! Mas ele estava no mesmo lugar o tempo todo. E ela — Mas ele dormiu agora!

Não sabia se ria ou chorava. Quer dizer que, gritando, chorando ele poderia ficar ali, dormiu tem que tirar ?Entendo que são normas, que é um voo, e deveria estar no assento. Mas veja que situação.  Enfim segui meu instinto e não mexer em time que esta ganhando.

Deixei lá até ele acordar sozinho, já pela manhã, chegando em São Paulo. E ela me esqueceu, ou eu dormi também, já que os dois estavam.

Ah! com as seis malas. Fiquem tranquilos e tranquilas. Chegando na esteira peça que o ajudem. Tem uma empresa que trabalha na esteira do aeroporto, são da segurança. Muito gentis, me ajudaram. Com tudo até lá fora. Basta gritar por socorro que sempre existem pessoas boas dispostas a ajudar. O que venho aprendendo, que não vivemos só. E precisamos falar o que precisamos. Até mesmo por mímica, gestos. Uma grande amiga foi me buscar, a Vitória e minha mãe. Não sei , como coube todos e as malas. Mas enfim em Guarulhos. Sãos e salvos!

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